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FALA ROQUE - Vereador - PT/Bauru


                       Solidariedade para com as vítimas do 'novo' PT

 

 Passei um fim de semana lendo pela enésima vez O Príncipe de Maquiavel no esforço de entender a atual política da Direção Nacional do PT.

 

E ai encontrei as fontes que possivelmente estão inspirando o assim chamado "novo PT", aquele que trocou o poder da vontade de transformar a realidade pela vontade de poder para compor-se com a realidade, notoriamente envenenada com o propósito de perpetuar-se no poder.

 

Nas palavras do candidato eleito pela convenção do partido em Minas Gerais, Fernando Pimentel e depois invalidado, em nome da aliança com o PMDB: "o PT novo é o PT que faz alianças e convive com a realidade política brasileira, buscando transformá-la... Não somos mais um partido que coloca a ideologia como uma máscara, como óculos escuros para não enxergar a realidade política; operamos com a realidade política do jeito que ela é, para transformá-la"(O Globo 12/6/2010).

 

Vamos traduzir esse discurso de disfarce. A ideologia básica do PT originário era a ética e as reformas estruturais. O novo PT entende este propósito como uma máscara que não permite enxergar a realidade política do jeito que ela é.

 

Sabemos como é o jeito da política vigente, montada sobre alianças espúrias, sobre a mercantilização das relações políticas e sobre a rapinagem do dinheiro público.

 

Pimentel ainda acredita que com as alianças se pretende transformar a realidade, como se para transformar uma gangue de bandidos devesse fazer parte dela. A ética foi enviada ao limbo e em seu lugar entraram os conselhos de Maquiavel.

 

Este teve um propósito semelhante à Direção do PT: "ir diretamente à verdadeira realidade das coisas e não ater-se a representações imaginárias" (c.XV). Para Maquiavel a verdadeira realidade das coisas é a busca tenaz do poder, as formas de conquistá-lo e de conservá-lo. E ai vale tudo; os fins justificam todos os meios: o perjúrio, o crime e até o bem se ele trouxer vantagens.

 

As "representações imaginárias" é a ética, o que deve ser. Ela não é posta de lado; até vale desde que favoreça o poder. Caso contrário pode ser atropelada:"não se afastar do bem quando se pode, mas saber usar o mal, se necessário" (c.XVIII).

 

O importante não é ser bom, mas parecer bom. Não há porquê cumprir a palavra empenhada, se ela se volta contra o príncipe pois "jamais faltarão motivos legítimos para justificar o não cumprimento de algo apalavrado"(c.XVIII).

 

É entristecedor ler em Pimentel:"nesse processo de renovação, alguns companheiros vão ficar no passado". Estes, na verdade, são os portadores do futuro porque são fiéis à ética e ao sonho de uma política diferente do jeito como é feita.

 

A Direção do PT se rendeu a ela, fazendo alianças escandalosas para se perpetuar no poder e assim se atolando no passado. O povo não merece ser defraudado desta forma.

Não é investindo em políticas assistenciais que se possa substituir-lhe a dignidade. Mesmo assim, há tantos nas bases, deputados, prefeitos e vereadores do PT antigo e

ético que mantém vivo o sonho e que não abandonam a questão: que Brasil queremos e que ética pública precisamos?

 

Quero me solidarizar com as vítimas do maquiavelismo do "novo" PT, especialmente em Minas Gerais e no Maranhão. Neste Estado está ocorrendo uma tragédia, bem representada pelo histórico sindicalista Manoel da Conceição, de 75 anos, fundador do PT, torturado e mutilado pela polícia das oligarquias entre as quais estão os Sarneys, sendo obrigado a votar em Roseana Sarney do PMDB.

 

Em carta aberta ao companheiro Lula, de fazer chorar, escreve "com ternura e amor de um irmão": "como eleger essas figuras que me mutilaram, torturaram e mataram dezenas de meus mais fiéis companheiros... isso fere de morte a nossa honra e a nossa história". Mas o projeto de poder não tem o mínimo sentido humanitário: Maquiavel dixit.

 

Da mesma forma quero me solidarizar com as vítimas de Minas Gerais, com Sandra Starling, com Patrus Ananias, dos melhores ministros do Governo, com Durval Ângelo, paladino dos direitos humanos e de tantos e tantas que estão sofrendo indignados.

 

Nem tudo vale neste mundo. E se Cristo morreu, foi também para mostrar que nem tudo vale e que para tudo há algum limite, válido também para o PT.



Escrito por Roque Ferreira às 20h17
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Vitória no porto de Oakland: barco israelense tem a sua descarga bloqueada

 

Pela primeira vez, um boicote portuário nos EUA em solidariedade à Palestina

 

Em nossa época esta é uma ação histórica e sem precedentes. Mais de 800 ativistas sindicais e comunitários bloquearam o cais de Oakland durante a madrugada, o que permitiu que os estivadores se negassem a cruzar as linhas do piquete e impediu a descarga de um barco israelense.

 

De 5:30am a 9:30am, um protesto militante e espirituoso ocorreu em frente às quatro portas do Serviço de Estiva da América, com as pessoas cantando sem parar “Livre, Palestina livre, não cruze a linha do piquete” e “Um ataque contra um é um ataque contra todos, o muro do apartheid vai cair”.

 

Argumentando acerca de sua saúde e segurança – disposições contidas em seus contratos de trabalho – os trabalhadores, ligados à ILWU [organização sindical internacional dos trabalhadores portuários], se negaram a cruzar o piquete.

Entre as 8:30am e as 9:00am, uma arbitragem de emergência foi realizada no estacionamento da empresa Maersk, próximo ao cais. De forma “instantânea”, um juiz apareceu no local para decidir se os trabalhadores podiam negar-se a cruzar o piquete sem medidas disciplinares.

 

Às 9:15am, após confirmar a continuidade do protesto de centenas de pessoas em cada portão de acesso caís, o juiz sentenciou a favor do sindicato, dizendo que a situação era realmente insegura para que os trabalhadores tentassem entrar no cais.

 

Jess Ghannam, da Aliança Palestina Livre, e  Richard Becker, da Coalizão ANSWER (Atue Agora para Parar a Guerra e Acabar com o Racismo, na sigla em inglês), receberam aplausos e gritos de “Viva a Palestina!”, ao anunciarem a vitória do movimento. Ghannam disse: “Isto é realmente histórico, nunca antes um barco israelense havia sido bloqueado nos Estados Unidos!”

 

A notícia de que um navio com contêineres da companhia de navegação Zim Israel estava programado para chegar à área da baía neste domingo provocou uma enorme onda de solidariedade com a Palestina, sobretudo em função do violento atentado israelense, no dia 30 de maio, contra os voluntários que levavam ajuda humanitária para Gaza.

 

Com 10 dias de antecipação à chegada do navio, um clima de emergência se criou no “Comitê Sindical e Comunitário de Solidariedade com o Povo Palestino”. Na quarta-feira, 110 pessoas dos sindicatos e da comunidade vieram ajudar a organizar a logística, a difusão e o apoio da comunidade local. Dentre as organizações que tornaram o ato possível estão a Coalizão Palestina Al-Awda Direito ao Retorno, a Coalizão ANSWER, a Seção local da USLAW (Trabalhadores Estadunidenses Contra a Guerra), e a Seção Sindical do Comitê pela Paz e pela Justiça.

 

Esta semana, dois conselhos sindicais locais aprovaram resoluções quanto à denúncia do bloqueio israelense a Gaza. Ambos emitiram notas públicas sobre a ação no cais do porto.

 

O ILWU tem una história de orgulho por estender a sua solidariedade aos povos que lutam em todo o mundo. Em 1984, as massas negras sul africanas participavam de uma intensa luta contra o apartheid, e o ILWU negou-se por 10 dias (um recorde) a descarregar mercadorias do navio “Ned Lloyd”, da África do Sul. Apesar de multas milionárias impostas aos sindicatos, os trabalhadores portuários se mantiveram fortes, proporcionando um grande impulso ao movimento contra o apartheid.

 

Entre as muitas declarações de solidariedade ao protesto estão a dos trabalhadores palestinos e cubanos. A Federação Geral Palestina de Sindicatos, disse que “sua ação de hoje é um marco na solidariedade internacional dos trabalhadores dos EUA, de honestos e valentes sindicalistas. Saudações dos sindicalistas e trabalhadores da Palestina… dos sindicalistas e trabalhadores enjaulados em Gaza.”

 

A Central de Trabalhadores de Cuba (CTC) escreveu: “Nosso povo vive há 50 anos um bloqueio injusto e abominável do governo dos EUA, de modo que entendemos muito bem como o povo palestino se sente, e vamos estar sempre em solidariedade com a sua justa causa. Hoje lhes enviamos o nosso apoio mais sincero. Viva a solidariedade da classe trabalhadora! Fim ao bloqueio de Gaza! Respeito e justiça para o povo da Palestina!”

 

A ação de hoje em Oakland, no sexto maior porto dos Estados Unidos, é o primeiro de vários protestos e paralisações previstos em todo o mundo, incluindo Noruega, Suécia e África do Sul. Seguramente inspiraremos outros a fazerem o mesmo.

Por Gloria La Riva



Escrito por Roque Ferreira às 20h11
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Moção de Apelo ao Presidente Lula

Excelentíssimo Presidente Lula

 

A CUT aprovou a seguinte resolução em sua última reunião da Direção Nacional:

 

“A CUT reafirma a posição pelo fim do fator previdenciário e contra as propostas de inclusão da idade mínima como critério para aposentadoria. Apoiamos a reivindicação dos aposentados e pensionistas pela aplicação imediata dos 7,72% de reajuste para quem ganha acima do salário mínimo, percentual constituído pelo INPC e mais 80% do valor do PIB de 2008, para este ano de 2010.”

 

Vossa Excelência declarou que temos que ter cuidado senão o país quebra. Nós vimos que o país está aumentando sua dívida interna com dinheiro público que vai para o BNDES e deste para os empresários. Se tem dinheiro para os empresários, como não pode ter para os aposentados e pensionistas que trouxeram este país nas costas durante anos?

 

Solicitamos que Vossa Excelência, enquanto Presidente da República e nosso companheiro de luta do Partido dos Trabalhadores, atenda a reivindicação de milhões de aposentados brasileiros, apoiada pela CUT, e aprove o projeto tal qual saiu do Senado, acabando com este verdadeiro martírio, herança maldita de FHC, que é o fator previdenciário e dando um reajuste de 7,72% para aposentados e pensionistas!

 

Certos de sermos ouvidos,

Roque Ferreira

Vereador de Bauru-SP (PT)

(14)3235-0631



Escrito por Roque Ferreira às 11h10
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A lei áurea foi conquista e não dádiva

 

Hoje é 13 de maio, uma das datas mais importantes da história do Brasil, e da luta do travada pelos negros que sempre combateram a escravidão, e da luta abolicionista como o maior movimento de massas já realizado no Brasil.

 

Importante nesta data, resgatar saudação de Raul Pompéia aos escravos rebelados: "A idéia de insurreição indica que a natureza humana vive. A maior tristeza dos abolicionistas é que essas violências não sejam freqüentes e a conflagração não seja geral". É trágico que o 13 de Maio tenha sido praticamente enterrado sob a narrativa revisionista fabricada na linha de montagem da "história dos vencidos", e de que teria sido uma dádiva da coroa.

 

Os revisionistas condenam ao esquecimento os jangadeiros cearenses que se recusaram a transportar aos navios os escravos vendidos para outras províncias, os tipógrafos que não imprimiram panfletos anti-abolicionistas, os ferroviários embarcavam clandestinamente milhares de negros com destino ao quilombo de Jabaquara, seqüestrando desta forma o protagonismo popular, vendendo a falsidade histórica de que a Lei Áurea foi à conclusão de um programa das elites, pontuado pelas leis do Ventre-Livre e dos Sexagenários, para a plena implantação do capitalismo no Brasil.

 

A Abolição foi uma luta popular, na qual estiveram envolvidos brasileiros de todos os tons de pele. O seu conteúdo simbólico é que levam hoje milhares de homens e mulheres, negros e não negros à revolta contra as humilhações impostas por traficantes e policiais às comunidades das favelas e inspira a exigência de que todos tenham direito a escolas e hospitais públicos de qualidade, transporte público de qualidade, trabalho descente, oi que ao fim e ao cabo, é a luta para a afirmação e prática dos direitos republicanos universais para todos.

 

Artigo Publicado na edição de (13/05) do Jornal Bom Dia Bauru- Página 6- Coluna Formador de Opinião



Escrito por Roque Ferreira às 12h16
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O ACORDO MILITAR BRASIL-EUA , E A POSIÇÃO DA ESQUERDA MARXISTA CORRENTE INTERNA DO PT

 

Foi assinado em Washington, no dia 12 de abril, por Nelson Jobim (ministro da defesa do Brasil) e Robert Gates (secretário de defesa dos EUA), um acordo militar entre Brasil e Estados Unidos que prevê intercâmbio nas áreas de treinamento, tecnologia, pesquisa e comércio de equipamentos militares.

 Apesar de tal acordo não tocar na questão da construção de bases militares dos EUA no Brasil, ele possibilita a presença de militares americanos em território brasileiro para fins de intercâmbio e treinamento, além de futuramente poder ser emendado para incluir a construção de bases americanas no país. O acordo também prevê em seu texto “visitas de navios militares”.

 O governo americano é um claro inimigo da luta dos trabalhadores em todo o mundo. Além das guerras, como a que ocorre hoje massacrando o povo iraquiano, esteve comprovadamente envolvido nos golpes militares na América Latina, inclusive na recente tentativa fracassada de golpe na Venezuela em 2002, golpes realizados para sufocar em sangue e repressão o ascenso do movimento operário. 

 O imperialismo teme o aprofundamento da revolução latino-americana, que tem sua ponta mais avançada na Venezuela. Por isso as bases militares na Colômbia e o relançamento da 4ª Frota – divisão da marinha responsável pelo Atlântico sul – com o pretexto do combate ao narcotráfico e o terrorismo. O acordo militar com o Brasil amplia a ameaça à revolução venezuelana e à luta dos povos da América.

 Nós, da Esquerda Marxista, corrente do Partido dos Trabalhadores, consideramos que esse acordo não corresponde aos interesses da classe trabalhadora do Brasil, da América Latina ou de qualquer parte do mundo. Sendo ele inaceitável para qualquer socialista.

 Um governo do PT não deve realizar intercâmbio e cooperação com um governo imperialista que sistematicamente ataca a soberania dos povos e a luta dos trabalhadores. É um ato indigno do governo eleito pelos trabalhadores, contra o modelo entreguista de FHC/PSDB.

 Exigimos a imediata ruptura desse acordo, colocando como tarefa o combate à ingerência do imperialismo em qualquer país e a mais ampla solidariedade aos povos que se levantam e lutam contra a burguesia e o imperialismo.

 



Escrito por Roque Ferreira às 12h59
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RESPOSTA AO SENHOR MARCIO DE CARVALHO

  

DEFENDER A CIDADE

Eu defendo Bauru, como defendo o Brasil, como defendo o mundo: os ricos já têm quem os defendam, pagam para isso, sejam grandes jornais, redes de TVs e rádio, especialistas, economistas, banqueiros e tantos outros. Eu defendo a parte da cidade que mais precisa de defesa, defendo a parte do Brasil que mais precisa de defesa, defendo os trabalhadores, o povo, a juventude, os pobres. Quando no exercício do mandato combatemos em defesa do patrimônio público, por um plano municipal de mobilidade urbana, por um novo modelo para o transporte urbano, por saneamento básico, na recuperação salarial e valorização do servidor público, pela imediata implantação do IPTU Progressivo no Tempo, estamos defendo as maiorias que habitam a cidade e, por conseguinte também a cidade.

 

IMPRENSA LIVRE

E quero dizer que a imprensa livre é necessária para a verdadeira democracia. Mas a imprensa é livre neste país, no mundo? Afinal, os grandes jornais, as grandes redes de TVS funcionam com base no grande capital e o defendem com unhas e dentes. Seja nos grandes jornais, seja naqueles onde se “pinga sangue”, seja numa TV que mostra nas novelas majoritariamente as negras como empregadas domesticas, e os negro como bandidos, seja naqueles que mostram os piores instintos humanos possíveis, corrompendo jovens e crianças. Eu quero e luto por uma imprensa verdadeiramente livre, onde os trabalhadores possam ter acesso a produzir TV, a aparecer na TV e defenderem o seu ponto de vista, onde oprimidos possam explicar o que acontece no dia a dia dos bairros pobres e operários, dentro das fábricas, nas lojas do comércio, dentro dos ônibus, que nunca aparece na TV. Isso me lava a defender as rádios comunitárias, e as TVs Públicas.

 

 INVESTIMETOS

Investimentos em Bauru? Quais? Os que pretendem doar terrenos para grandes empresas privadas que tomaram de ilegalmente terrenos e ruas do município, como no caso Plasútil e Servimed, ou os investimentos para construir casas para os trabalhadores, para dar asfalto, água, esgoto, luz, escolas e postos de saúde para os que nunca tiveram isso, e que com as emendas de deputados a maioria do PT que o senhor qualifica como “paraquedistas” está conseguindo ter melhoras na qualidade de vida? Nos projetos como a remoção de favelas em áreas de risco que poderão ter moradia decente? Será que “investir” numa empresa privada é a solução? Não é a minha opinião e, por favor, não me confunda com outros que tenham esta opinião. São direitos e não são favores. O setor de construção civil em Bauru e em todo país cresceu enormemente, o que impacta toda a cadeia produtiva e vem gerando muitos empregos na cidade. Temos ainda os dez pontos de cultura e os vinte telecentros que darão oportunidades a milhares de terem acesso à educação tecnológica.

 

REFORMA AGRÁRIA

Quando os colonizadores portugueses – dos quais todos temos alguma ascendência – chegaram aqui, ocuparam as terras que fora destinadas para os nobres. Depois elas foram divididas e vendidas para os grandes do pais. Em milhares de locais o que era terra pública foi “grilado” e transformado em terra com um dono privado. E, enquanto isso, a maioria do povo sofre com a falta de terra, com a falta de trabalho. Eu tenho um lado: os oprimidos, os que sofrem. “Agora, os que agitam a “lei e ordem” dirigida ao MST, nunca agitaram essa ‘lei e ordem” quando as terras foram griladas, quando sobre o suor e sangue dos negros escravizados se construíram as grandes propriedades de hoje. São legais? Sim, pela lei atual são. Mas isso é legitimo? Acho que não e que os que lutam para mudar isso tem razão e não tem quem coloca a “propriedade” como estando acima da vida e dos direitos do povo. Alias, para esclarecer, eu fiz esta declaração de forma muito resumida na minha resposta e o Sr. Marcio parece que não leu e repito aqui para deixar claro: “Defendo e luto pela reforma agrária e apoio a luta dos Trabalhadores Rurais sem Terra. Os vários movimentos que lutam pela terra são independentes, e a eles cabe definir os meios e métodos que devem utilizar neste processo de luta.” O Sr. Marcio pode discordar do MST, é um direito seu. Mas permita-me continuar com minha posição sem querer compará-la com a do Sr. Maluf que provavelmente concordará em gênero, numero e grau com a condenação do MST que o Sr. Marcio parece querer que eu faça.

 

NOVAMENTE A DEMOCRACIA

O Sr. Marcio começa dizendo defender a democracia, mas não consegue entender como funciona a democracia. Eu tinha uma chapa para a direção do partido. Concorri contra as outras porque justamente não concordava com elas. Agora, se a maioria votou nas outras o que deseja o Sr. Marcio? Que eu demita as maiorias, que aplique um golpe de estado? Posição estranha para um defensor da democracia. Quer explicação sobre porque determinadas pessoas voltaram à direção do PT? Pergunte a elas, pergunte a quem as defendeu e elegeu, não pergunte para quem votou por outra posição e outra proposta. Alias, já deixei muito claro em todos os meus posicionamentos públicos minha posição contra a corrupção em qualquer nível. O problema é que o Sr. Marcio só consegue enxergar isso em petistas, nunca consegue enxergar em outros locais. Seria um caso típico de “partidarismo” acima do bom senso, de “ideologia anti-petista” se não soubéssemos que o Sr. Marcio já se declarou contra os “partidarismo” e as “ideologias”. Não sendo isso, deve se tratar de cegueira política que costuma acometer muitos de nossos analistas e jornalistas. Eu defendo que o PT deve, antes de tudo, se apoiar na CUT, nos sindicatos, no MST e não se aliar a estes senhores que sempre levaram esta prática. Perdi minha proposta? Sim, mas continuo a combater, continuo com meus princípios.

 

LUTA ARMADA

O velho Marx já explicou há muito tempo: o Estado é a organização da violência, a serviço de uma classe. Nós notamos isso quase todos os dias, quando as greves são reprimidas, quando jovens são assassinados pela polícia sem que possam sequer se defender, principalmente os jovens negros.  Alias, o povo pobre sofre muito – sofre com os assaltantes, sofre com o tráfico de drogas e sofre com a polícia que supostamente vai nestes bairros para “implantar a ordem” e termina matando inocentes. É só ver o noticiário do dia a dia do Rio e dos bairros pobres de São Paulo capital, e as propostas de “toque de recolher”, cujo único objetivo é o de confinar em espaços cada vez mais restritos a juventude pobre e negra.  Eu defendo a democracia, o direito da maioria se organizar para sua auto-defesa. A burguesia e parece que também o Sr. Marcio se assusta com as milícias organizadas na Venezuela. Estranho. O povo se organiza, as fábricas se organizam e se armam. Isto é bom ou ruim? Ou será que o Estado ideal é com bandidos e policiais armados e todos atirando nos trabalhadores? Agora, atenção: sou absolutamente contra os aventureirismos, os “guerrilheiros românticos” que acham que armando um pequeno grupo podem derrubar o poder do Estado. O grande revolucionário Leon Trotsky definiu precisamente o que é uma revolução – é quando o povo inteiro faz política, questiona o que acontece no dia a dia e se organiza para mudar. Isto é uma revolução. Armas? Quando uma revolução como a venezuelana é atacada, não tem o povo o direito de se armar para se defender? Eu acredito que sim, a burguesia é claro que critica isso, quer ficar com ela o monopólio da violência, do seu estado, da sua polícia, dos seus seguranças armados. Uma pequena diferença de opinião entre os que defendem os oprimidos e os que querem eles desarmados para serem mais oprimidos ainda. Para completar: o Sr. Marcio parece que defende o estado racista de Israel que dia sim e dia sim também mata sistematicamente os palestinos e rouba suas terras e propriedades. Uma curiosa situação – coloca-se contra os métodos de luta do MST e defende um estado organizado que rouba um povo inteiro. Já expliquei em minha resposta anterior que me solidarizo com os trabalhadores Iranianos em sua luta para derrubar o governo dos Aiatolas do Irã, ao insistir, o Sr. Marcio apenas se revelou defensor de um dos últimos estados racistas do mundo, o estado de Israel.

 

CUBA

Cuba é um estado operário. Onde trabalhadores e pobres tem muito mais direitos e condições de vida que os pobres do Brasil. E são atacados pelos EUA, seja com o bloqueio econômico, seja com a destinação de milhões de dólares para os “oposicionistas”. Então, muitos dos “opositores” do Regime são aqueles pagos pelos EUA. Por outro lado, existe um estado burocrático, em que a revolução não se completou, onde os trabalhadores não dirigem o Estado. Então muitos trabalhadores são reprimidos. Sempre é um problema de classe: os que são anti-cubanos, traidores da revolução e pagos pelo dinheiro dos EUA devem ser reprimidos. Aliás, o Sr Marcio defende o que os EUA fizeram no Brasil em 64? Quando destinaram milhares de dólares para a “oposição” que preparou o terreno para o golpe de 64? Defende a destinação de dinheiro que foi feita para montar a repressão e as torturas como a tristemente famosa operação OBAN? Ou defende que os Brasileiros, se tivessem resistido ao golpe, prendessem estes senhores vendidos ao imperialismo? São duas visões – a que quer comparar presos políticos (e defendo os presos políticos em todos os países do mundo, hoje) com os traidores que se venderam aos EUA. Juntar as duas coisas é justamente o que fazem os anti-castristas pagos pela CIA. E que nós trabalhadores sabemos separar.

 

POLÍTICA ECONÔMICA

Para o Sr. Marcio tudo continua igual no quartel de Abrantes. Mas uma pergunta não quer calar – porque pararam as grandes privatizações? Isso foi resultado da luta da classe trabalhadora que impôs um presidente que saiu do seu seio contra o candidato do Sr. Fernando Henrique. Agora, esta situação se repete: aquele mesmo candidato se propõe contra o PT. Tenho minhas críticas? Tenho e o Sr. Marcio parece que esquece meus anos de luta e todos meus pronunciamentos: acho que além de parar de privatizar as grandes empresas o governo Lula deveria ter revertido a privatização da Vale do Rio Doce, das Ferrrovias , das Telecomunicações e do setor Elétrico,etc.

E combato por isso, combato para que o congresso aprove a lei de jornada máxima de 40h semanais, a lei que restringe às terceirizações, a lei que impede demissões imotivadas, as leis que aumentam os reajustes dos aposentados, etc. Este é o papel que – se o partido aprovar minha candidatura e eu conseguir os votos do povo para me eleger deputado federal – pretendo cumprir no congresso nacional. Acredito que estou conseguindo fazer um bom mandato de vereador, cumprindo exatamente aquilo pelo qual recebi 3506 votos. E serei julgado pelos que me elegeram, a partir dos compromissos que assumi ao longo de minha vida, e que se traduziram na nossa plataforma apresentada nas eleições de 2008, e se esta plataforma está se traduzindo na prática do exercício do mandato.

 



Escrito por Roque Ferreira às 19h50
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CPI do Sistema Ferroviário pede intervenção na ALL
 
Segundo o relatório de Bragato, a ALL vem se apropriando dos chamados bens não-operacionais (em outras palavras, pedaços de vagões e de trilhos sem condições de uso) que fazem parte do patrimônio da União.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Ferroviário da Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou hoje o relatório do deputado Mauro Bragato (PSDB), que propõe que a União coloque um interventor para administrar a América Latina Logística, a ALL. O relatório será encaminhado para o Ministério Público Federal e para o Estadual. A empresa tem a concessão da segunda maior malha ferroviária do Brasil e é investigada pela Polícia Federal desde que foi iniciada a Operação Fora dos Trilhos, em 2008.

Segundo o relatório de Bragato, a ALL vem se apropriando dos chamados "bens não-operacionais" (em outras palavras, pedaços de vagões e de trilhos sem condições de uso) que fazem parte do patrimônio da União. Este material, segundo a Agência National de Transportes Terrestres (ANTT) informou à CPI, é subavaliado em pelo menos R$ 1 bilhão. Ele tem de ser inventariado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para então ser vendido. "A ALL está furtando estes bens", acusa Vinicius Camarinha (PSB), presidente da CPI.

Nas investigações, que levaram 120 dias, a CPI concluiu que a ALL está vendendo a sucateiros partes de vagões velhos e de trilhos. Os deputados dizem que a empresa tem se apossado do que não lhe pertence. A informação foi confirmada em depoimento à CPI pelo delegado Carlos Fernando Abelha, que conduz as investigações na PF. Ele informou que ainda em abril deve concluir o inquérito da Operação Fora dos Trilhos.

Outro lado

A empresa informou, por meio de nota, que Bernardo Hees, presidente da ALL, não se esquivou de dar informações sobre a gestão da companhia. Os deputados disseram que Hees usou de uma liminar para não comparecer à convocação da CPI, assim como o presidente da Funcef.

"O depoimento não ocorreu por não assistir à Assembleia Legislativa do Estado qualquer legitimidade para apurações relacionadas a uma concessão federal, conforme reconhecido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e confirmado pelo Supremo Tribunal Federal ao tornar sem efeito a convocação do presidente da ALL", justificou.

Ainda de acordo com a ALL, não há ilegalidade na venda de sucata. Segundo a empresa, esta prática é prevista e autorizada nos Contratos de Concessão e Arrendamento (cláusula 9ª, inciso X), que preveem "a reposição de equipamentos e outros bens vinculados à Concessão, mediante aquisição, recuperação ou substituição por outro equivalente, de forma a assegurar a prestação do serviço adequado", disse.

Publicado: quinta-feira, 25 de março de 2010
Fonte: O Paraná Online


Escrito por Roque Ferreira às 21h29
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Ministério Público determina que Serra devolva dinheiro desviado da saúde

 

Auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do SUS - Denasus, do Ministério da Saúde, comprovou que o governo paulista desviou, em dois anos, R$ 2 bilhões em verbas - 19/03/2010

 

 

O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado de São Paulo anunciaram nesta quinta-feira (18) que encaminharam uma recomendação conjunta ao governo José Serra (PSDB) para que todo o dinheiro desviado da saúde pública seja devolvido ao Fundo Estadual de Saúde.

 

Uma auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do SUS - Denasus, do Ministério da Saúde, comprovou que o governo paulista desviou, em dois anos, R$ 2 bilhões em verbas que deveriam ter sido aplicadas na saúde. A análise constatou que destes, pelo menos R$ 78 milhões foram investidos no mercado financeiro, apesar da crise de atendimento na saúde pública paulista.

 

O dinheiro do SUS que, por causa do desvio, vai para uma conta única do governo, por lei deveria ter sido destinado a programas de assistência farmacêutica, vigilância epidemiológica e combate à Aids e DST.

 

O MPF informou que a recomendação foi levada aos secretários estaduais de Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, e da Fazenda, Mauro Ricardo Machado Costa. Ela estipula que sejam devolvidos todos os recursos do SUS mantidos

em contas ou aplicações financeiras em nome do tesouro estadual à conta-corrente do Fundo Estadual de Saúde, num prazo de cinco dias a contar do momento em que o estado de São Paulo seja notificado.

 

No documento também é requerido que toda a movimentação de recursos do SUS seja enviada mensalmente ao Conselho Estadual de Saúde, para fins de fiscalização e acompanhamento. A percepção é de que Serra não estaria, sequer, prestando contas ao Conselho.

 

O promotor de Justiça Arthur Pinto Filho e as procuradoras da República Rose Santa Rosa e Sônia Maria Curvello, autores da recomendação, estipularam prazo de 20 dias úteis para que o governo do estado comprove o seu cumprimento. Em caso de negativa ou ausência de resposta, outras medidas judiciais ou extrajudiciais poderão ser aplicadas. Para os dois MPs, isto

visa "assegurar à população do estado de São Paulo a aplicação da integralidade dos recursos do SUS em ações e serviços de saúde, bem como a fiscalização da movimentação desses recursos pelo órgão de controle social".

 

Desvios semelhantes também foram identificados pelo Denasus em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Segundo a auditoria, as irregularidades causaram prejuízo superior a R$ 6,5 bilhões ao sistema de saúde desses estados, afetando mais de 74 milhões de habitantes.



Escrito por Roque Ferreira às 21h30
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O ENEM garante vagas para todos?

“Nossa luta deve ser por construção de vagas públicas no ensino superior e assim caminharmos, de fato, para o fim do vestibular”.

 

No ano de 2009 o governo federal anunciou que o vestibular para as universidades públicas estava extinto. O ENEM viria a cumprir o papel de garantir o acesso dos jovens estudantes nas Universidades Federais. Passado o processo de avaliação podemos verificar que isso não ocorreu.

 

Mais de 793 mil alunos se inscreveram na primeira fase do SISU (Sistema de Seleção Unificado). O SISU é o sistema implantado pelo MEC para que estudantes que fizeram o ENEM possam concorrer a uma das vagas oferecidas pelas universidades ou instituições federais.

 

Das instituições participantes, 23 são universidades e 26 são instituições federais de educação profissional que, juntas, ofereceram 47 mil vagas em cursos superiores. A avaliação proposta pelo governo federal serviu apenas para substituir o antigo vestibular como forma de seleção.

 

Dessa forma, como em anos anteriores, a grande maioria da juventude ficou de fora da universidade pública, já que a quantidade de vagas oferecidas é sempre menor que as necessidades de acesso. O Prouni, assim como o excludente vestibular, privou a juventude do acesso à Universidade Pública.

 

Ações afirmativas, o PROUNI, o “novo vestibular”, não criam vagas na universidade, mas sim, dividem as poucas existentes, fortalecem o discurso meritocrático (de que os melhores conseguirão), fazem proliferar o surgimento de universidades particulares vendedoras de diplomas e colocam os jovens uns contra os outros na disputa pelas vagas.

 

A maneira segura e duradora para se garantir o pleno acesso às Universidades é por meio de investimentos massivos do Estado na educação em todos os níveis para assim criar mais vagas, garantir a formação e salários aos educadores e funcionários. A falta de vagas e de qualidade nas universidades é a realidade que a juventude tem que enfrentar.

 

Nossa luta deve ser por construção de vagas públicas no ensino superior e assim caminharmos, de fato, para o fim do vestibular. Educação é um direito garantido por lei, somente a luta incessante por construção de vagas e verbas para a educação garantirá o acesso à universidade pública, gratuita e de qualidade.

 

Por Abdeir Chrispim



Escrito por Roque Ferreira às 23h36
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Mulheres que lutam

ÀS MULHERES

 

Mulheres,

guerreiras do cotidiano

nossa luta continua em busca da justiça,

de uma sociedade mais digna

à nossa espécie.

Guerreiras da rua

seguimos a passos largos,

tentando vencer as horas

em tudo que havemos de fazer

lar,

trabalho,

ideais...

Guerreiras sem fronteiras

na desigualdade de direitos,

buscando avanços

que com muita demora

conquistamos

Preconceitos tentamos vencer

Que a sociedade nos agrilhoa.

Ferrenhas lutamos,

divididas

entre ódio e amor,

humilhação e triunfo,

submissão e poder.

A luta é incansável,

árdua, imensurável

não para

mas a cada dia se nos apresenta

uma tênue esperança

que nos redobram esforços.

MULHERES

minha homenagem a nós,

brancas, negras ou amarelas,

pobres, ricas ou miseráveis

a coragem tem sido nosso nome

nesta batalha que travamos

desde a nossa casa

até a roda de amigos

na busca de engajamento

na tomada de consciência

de novas companheiras,

de novas guerreiras

onde tijolo a tijolo

num exercito incomum

sem importar os limites e diferenças

mais unidas do que nunca

construiremos neste universo

um mundo bem melhor

A NÓS MULHERES

E A TODA HUMANIDADE.

 

Bety Ossig

http://www.youtube.com/watch?v=CWIB17g1Ms4



Escrito por Roque Ferreira às 20h43
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Fábricas Ocupadas

Carta da Esquerda Marxista aos companheiros da Fábrica Ocupada FlasKô

 
 
A Esquerda Marxista, corrente do PT e Seção Brasileira da CMI (Corrente Marxista Internacional), em seu 28º Congresso, se dirige aos trabalhadores da Fábrica Ocupada Flaskô reafirmando seu compromisso neste difícil momento por que passa essa heróica luta.
 

Caros companheiros trabalhadores da Flaskô,
Caro companheiro Pedro Alem Santinho

Há sete anos, impulsionados pela vontade política da classe trabalhadora de mudar o país – que se expressou na vitória eleitoral de Lula e na maré vermelha que tomou Brasília na posse do 1º governo do PT – iniciamos um combate de tomada de fábricas em defesa dos empregos, dos direitos e do parque fabril como parte de nosso combate pelo socialismo.

Esse combate, como sabemos, tomou proporções imensas e já está gravado na consciência de milhares de operários, sindicalistas e militantes socialistas e comunistas de diversas tendências pelo Brasil e América Latina, como exemplo de resistência e de luta.

O controle democrático dos companheiros sobre os rumos da Cipla, Interfibra e Flaskô foi a prova concreta de que os trabalhadores não precisam de patrões para dirigir a produção nas fábricas e que portanto podem também dirigir toda a sociedade. A nossa luta pela estatização sob controle operário mostra que as fábricas, bancos e terras devem ser propriedade pública e social e não de uma minoria de parasitas capitalistas.

Lutando para generalizar as ocupações de fábrica enfrentamos todo tipo de obstáculos. Sempre tivemos consciência clara de que nossa luta, pondo em questão a propriedade privada dos meios de produção, exigia sua extensão massiva por todo o país ou seríamos cercados, isolados e esmagados pela reação burguesa e seus agentes no movimento operário. Esta luta ou se expande ou se retrai. Não existe socialismo num só país e muito menos em uma só fábrica. Enquanto subsistir o sistema capitalista a Lei do Valor impera e tudo esmaga.

O crescimento econômico impulsionado pelo crédito (endividamento do povo) e o governo Lula conseguiram conter o aparecimento de um amplo movimento de conjunto dos trabalhadores brasileiros. Foi por isso que eles realizaram a intervenção militar na Cipla e Interfibra e a tentativa aventureira do interventor de tomar a Flaskô.

Eles precisavam acabar com nossa luta. Conseguimos resistir na Flaskô, mas em uma situação cada vez mais difícil. O governo Lula se recusa a ajudar e o judiciário trata de perseguir e criminalizar nossa luta. Os processos e ameaças de prisão contra nossos companheiros Serge Goulart, Carlos Castro, Chico Lessa e Pedro Santinho têm o objetivo de quebrar esta luta e destroçar as organizações operárias em luta.

O 28º Congresso da Esquerda Marxista reafirma que os trabalhadores não são responsáveis pela crise econômica. Reafirma que os trabalhadores da Flaskô não são responsáveis pelas dificuldades de tocar a fábrica e pagar os salários. A responsabilidade é do governo Lula que resolveu governar com a burguesia.

O 28º Congresso da Esquerda Marxista reafirma que os trabalhadores da Flaskô e seus dirigentes são heróis da luta operária contra o capital e pelo socialismo. Vossa resistência de seis anos e meio mostra a toda a classe trabalhadora qual é o caminho da emancipação dos trabalhadores.

Por isso, o 28º Congresso da Esquerda Marxista reafirma o compromisso de continuar resistindo lado a lado com nossos irmãos trabalhadores da fábrica ocupada Flaskô. Nesse sentido, em nosso Congresso, apoiamos e reafirmamos as campanhas que já havíamos discutido no Encontro Operário e Popular, de dezembro de 2009, como parte de nosso combate para continuar resistindo. Vamos desenvolver a campanha para que a Prefeitura de Sumaré aprove uma Declaração de Utilidade Pública da fábrica, da Fábrica de Esportes e Cultura e da Vila Operária e Popular.

Vamos combater a criminalização de nossa luta que se expressa nos processos e ameaças contra nossos companheiros Serge Goulart, Carlos Castro, Chico Lessa e Pedro Santinho apresentando projetos de lei e articulando todos os movimentos sociais atacados.

Camaradas trabalhadores da Flaskô mantenham a cabeça erguida, os olhos no horizonte socialista da humanidade, continuem firmes e unidos com toda a classe trabalhadora e tenham a certeza de que hoje, mais do que nunca, continuamos juntos até o final!

28º Congresso da Esquerda Marxista
Ibiúna, 31 de janeiro de 2010



Escrito por Roque Ferreira às 00h07
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Querem nos calar

A serviço do Capital, Justiça criminaliza manifestação legítima convocada pelo Vereador Roque (PT) em defesa do meio ambiente e do Zoológico de Bauru.
 

A CENTROVIAS (concessionária que explora a cobrança de pedágios na Rodovia João Ribeiro de Barros) duplicou a pista provocando o carreamento de água da chuva acumulada às margens da rodovia para o parque ecológico, provocando uma enorme erosão e conseqüentemente o assoreamento da lagoa do zoológico, que fornece água para os animais e também alimentação, como peixes.

Como esse problema se arrasta há mais de dois anos e vem se agravando, o diretor do Zoológico Municipal de Bauru, Luiz Pires, usou a Tribuna Livre da Câmara em 14/12 e solicitou ajuda dos vereadores para resolver o problema na área de preservação ambiental.

Na mesma sessão, usando a Tribuna, realizei pronunciamento e conclamei a população de Bauru a realizar um legítimo protesto na Praça de Pedágio da CENTROVIAS, para sensibilizar a empresa a adotar todas as medidas para sanar o problema.

Ao invés disso, a CENTROVIAS vai à justiça e consegue liminarmente Interdito Proibitório a seu favor, proibindo qualquer tipo de manifestação contra essa concessionária que está contribuindo diretamente para a destruição do parque Ecológico de Bauru e do Zoológico, concedido pelo Juiz de Direito da Segunda Vara Cívil de Bauru, Dr. João Thomaz Dias Parra.

Em seu despacho sentencia o senhor Juiz: “fica o requerido Roque José ferreira, vereador da Comarca de Bauru, seus simpatizantes e demais pessoas que aderirem à sua manifestação, proibidas de causar tumulto nos bens administrados pela CENTROVIAS, com qualquer ocupação e /ou bloqueio das rodovias, das praças de pedágio, acostamentos, faixa de domínio, acessos, refúgios, postos de atendimento, e demais instalações”.

O instituto do Interdito Proibitório foi escolhido pela CENTROVIAS, pois é mais ágil e rápido, cominando pena de multa àqueles que defendem o interesse difuso da sociedade, onerando, portanto, o povo, que é punido por exercer seus direitos.

Os juízes da justiça comum já estão acostumados com esse tipo de ação, e não precisam de grandes esforços para concedê-lo. Legitimam a utilização de violência pela polícia, para repressão das manifestações; desarticulam, confundem, enganam o povo, que, achando-se em ilicitude, acaba por ceder aos comandos dos administradores, que nada mais fazem do que obedecer ordens daqueles que são os grandes donos do capital.

Esta foi uma decisão nitidamente política que demonstra de forma cabal que a repressão mudou de forma. Antes qualquer manifestação e os manifestantes eram reprimidos através de força policial, montados nos seus cavalos, com suas bombas de efeito moral, seus cassetetes e sua violência. Agora a repressão está travestida de “Interdito Proibitório”.

Por outro lado revela a tendência do judiciário de criminalizar as manifestações sociais. Basta os donos do capital, as grandes corporações correrem aos tribunais, como no caso em tela, para serem blindadas pelos aparelhos do Estado Burguês.

Há mais de dois anos o município busca uma solução para o problema do Zoológico Municipal de Bauru, para solucionar o problema da erosão aberta na área de preservação ambiental próxima ao parque que causou o assoreamento da lagoa.

A CENTROVIAS, espertamente, diz que não tem culpa pela situação, e manda o município entrar na justiça. Aposta na leniência e na lentidão do poder judiciário quando este tem que agir contra os que são poderosos.

Enquanto isso, o Parque Ecológico de Bauru e o zoológico vão sendo destruídos. Com certeza não iremos nos curvar a qualquer forma e instrumento de repressão. Continuaremos a exigir rapidez das autoridades para obrigar a CENTROVIAS de imediato a adotar todas as medidas técnicas para conter e reparar o estrago.

Deveria o judiciário ter adotado esta postura: A CENTROVIAS faz os reparos, preserva o bem público e o interesse difuso da sociedade, e sentindo-se prejudicada recorra à justiça para cobrar de quem ache de direito o ressarcimento do que investiu.

Enquanto a justiça anda a passos lentos para cobrar os donos do capital, corre para proibir qualquer manifestação, e o zoológico vai sendo destruído, só nos resta buscar o mesmo remédio que a CENTROVIAS utilizou: Requerer à Justiça de Bauru, com pedido de concessão liminar inaudita altera parte, Interdito Proibitório em face às forças neutras da natureza, para que estas se abstenham de fazer chover nos limites do município de Bauru, e que as águas que venham de outros municípios e que escoam pelas margens da rodovia João Ribeiro de Barros não agridam o Parque Ecológico de Bauru e tão pouco o Zoológico.



Escrito por Roque Ferreira às 11h53
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Honduras

Resistência anuncia fracasso da farsa eleitoral. 65% dos votantes se abstiveram!

 

O Comunicado nº 40 da Frente Nacional de Resistência Popular Contra o Golpe de Estado denuncia o fracasso da farsa eleitoral e convoca o povo para uma assembléia geral em Tegucigalpa.

 

Com plena satisfação anunciamos ao Povo hondurenho e à comunidade internacional que a farsa eleitoral montada pela ditadura foi contundentemente derrotada devido ao fraquíssimo comparecimento de votantes às urnas a tal ponto desmoralizante que o Tribunal Eleitoral golpista teve que prorrogar a votação em uma hora a mais - até as 17 horas.

 

Só não enxerga quem não quer ver. O monitoramento que nossa organização realizou em nível nacional nos mostra que o índice de abstenção é no mínimo entre 65% e 70%, o mais alto em toda história nacional, o que implica que apenas votou um máximo de 30% a 35% do eleitorado. Desta forma o povo hondurenho castigou os candidatos golpistas e a ditadura, que agora está em apuros para mostrar à opinião pública internacional um volume de votantes que não existiu.

 

Denunciamos que para fazerem isso recorreram a manobras fraudulentas como a entrada de salvadorenhos ligados ao Partido ARENA, trazidos para votar em nosso país, tal qual foi denunciado pelos camponeses no município de Magdalena, Intibucá. Devemos esperar também que busquem aumentar o número de votantes por meio da manipulação eletrônica.

 

O desespero do regime é tanto que reprimiu brutalmente a manifestação pacífica que se realizou em San Pedro Sula, na qual teve vários companheiros feridos, golpeados e presos; e há também um desaparecido. Entre os feridos informa-se que há um repórter da agência de notícias Reuters e também relatam que houve prisões de religiosos do Conselho Latino Americano de Igrejas que trabalhavam como observadores dos direitos humanos.

 

Considerando que este resultado representa uma grande vitória do povo hondurenho, a Frente Nacional de Resistência convida todo o povo de Honduras para em resistência realizar no dia de amanhã (30/11) a comemoração da derrota da ditadura.

 

Convocamos em Tegucigalpa uma Grande Assambléia no dia 30, a partir do meio-dia na sede do STYBIS e uma grande Caravana da Vitória contra a Farsa Eleitoral a partir das 15 horas com saída do Planeta Cipango.

 

Tegucigalpa, 29 de Novembro de 2009.

Comunicado 40.

Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado

 

 

 

 

 



Escrito por Roque Ferreira às 00h06
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Gabinete Móvel visita obras de pavimentação na Rua Judith França Costa, Vila São Manoel

Na quarta-feira, 18 de novembro pela manhã, o gabinete móvel do vereador Roque Ferreira acompanhou visitou as obras de pavimentação na Rua Judith França Costa, na Vila São Manoel. As guias já estão sendo colocadas e a máquina moto-niveladora está preparando a rua para receber o asfalto.

Moradores da vila que acompanhavam entusiasmados as obras vieram agradecer ao vereador durante a visita. A vila São Manoel foi incluída no programa municipal de pavimentação após o trabalho do Mandato Operário, Popular e Socialista iniciar as discussões sobre a necessidade de se priorizar o asfaltamento das ruas que são itinerários de ônibus.

Outras ruas do bairro também foram incluídas no programa de pavimentação, como a Afro-França e todas as transversais. Este trabalho será na segunda etapa. Todas as ruas da Vila são Manoel serão asfaltadas.

A obra é fruto de um longo trabalho realizado desde o primeiro semestre de 2009, onde foram realizadas duas reuniões com os moradores, sendo duas ocorridas na prefeitura, com a presença do prefeito municipal, visitas ao bairro com o Secretário Municipal de Obras e engenheiros dessa Secretaria.

Agora o benefício chegou depois de décadas de espera. A Vila São Manoel será totalmente asfaltada o que possibilita uma ligação importante entre a Rua São Sebastião e a Avenida Daniel Pacífico.



Escrito por Roque Ferreira às 13h50
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Lançamento do Livro Reformismo ou Revolução

Além de um importante instrumento de defesa do marxismo revolucionário, este livro abre a campanha financeira de fim de ano da Esquerda Marxista.

 No dia 17 de novembro, no Espaço Cultural do mandato Operário, Popular e Socialista, rua Azarias leite, 7-54, foi lançado o livro Reformismo ou Revolução de Alan Woods. O evento foi bastante prestigiado.  Amigos, militantes de diferentes origens interessados em conhecer e discutir esse novo lançamento da Editora Marxista.

Num clima descontraído, a apresentação do livro ficou a cargo do professo Caio Dezorzi. Ele explicou que essas idéias apresentadas como novas por Heinz Dieterich (intelectual alemão que se auto-intitula o mentor do socialismo do século XXI, influente nos rumos da revolução venezuelana, e que Alan se dedica a rebater no livro) são na verdade uma repetição das velhas idéias reformistas que nada servem à luta dos trabalhadores por sua emancipação. Um ponto ressaltado por Serge é o bom humor presente nas páginas da obra, um componente que certamente torna a leitura bastante atraente para todos.

A Esquerda Marxista mantém-se fiel às tradições de arrecadação financeira do movimento operário. Entendemos que a independência financeira é condição para a independência política. Somente uma organização financiada pelos trabalhadores pode servir à luta dos trabalhadores.

Vimos exemplos históricos do trágico caminho percorrido por diversas organizações operárias que, ao basear sua arrecadação nas contribuições de grandes empresas e do Estado burguês, tornaram-se submissas aos interesses do capitalismo.

O livro Reformismo ou Revolução, além de ser um valioso instrumento para defender as idéias do verdadeiro marxismo, é também um instrumento de arrecadação financeira da Esquerda Marxista, organização que luta pelo socialismo no Brasil e no mundo.

 



Escrito por Roque Ferreira às 12h03
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